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O trabalho e o prazer

O trabalho e o prazer
março 29
14:01 2016

Todos nós vivemos constantemente a caminho da qualidade de vida, como já diz a missão de uma empresa de cosméticos nacional: estar bem e bem-estar, vivemos querendo equalizar a mente, o corpo e o espírito, para conseguirmos ser felizes em todas as esferas de nossa vida. Somos ininterruptamente convidados a refletir sobre o dia-a-dia, sobre as atitudes automáticas que repetimos incansavelmente sem ao menos parar para refletir, sobre nossos próprios valores e motivações. É muito comum nos perguntarem se colocamos nossa profissão à frente de nossa vida pessoal, se usamos toda nossa inteligência, estratégia e planejamento, para realizar sonhos somente em nossas carreiras.

O bem-estar social próprio tornou-se uma das maiores preocupações da humanidade, e, como se dedica grande parte do tempo a carreira, é inevitável a transferência dessa busca por balanceamento também no meio empresarial. Se antes as lucratividades das instituições normalmente eram resultados das vendas, atualmente, com a globalização e competitividade do mercado e a geração do conhecimento se alimentando de informações cada vez mais rapidamente, o verdadeiro resultado das instituições é o profissional.

Tem se observado que nos últimos anos, o cenário das empresas nacionais tem passado por diversas metamorfoses. A economia do mundo de forma sistêmica e não mais independente requer uma atenção mais focada em gestão e autodisciplina dos trabalhadores de qualquer área, qualidade nos insumos e serviços de qualquer natureza, assim como a satisfação do consumidor final. A mobilização que ao meu ver é o movimento para a ação, e o engajamento são os recursos para o atingimento das metas, e qualidade de vida nas empresas é fundamental para a gerenciamento dessas pessoas que participam do cultivo e da colheita dos frutos das empresas.

As Instituições em geral que idealizam competitividade, precisam mudar a relação com os profissionais que nelas trabalham. Os métodos praticados até os anos 90, com base em cargos e salários, já não são suficientemente aceitáveis para os dias atuais. Os profissionais que antigamente eram analisados apenas como recursos humanos, hoje devem ser vistos como talento, como capital intelectual do empreendimento.

Entretanto, se alcançar o equilíbrio na vida pessoal já é uma difícil missão, como manter esses profissionais engajados e valorizados? Como conseguir qualidade de vida no ambiente profissional?

Um dos principais hábitos praticados pelas organizações que prezam pela sustentabilidade no mercado atual é o incentivo a pratica de exercícios físicas. De acordo com uma pesquisa americana, sedentários estão propensos a faltar 30% mais e possuem 40% mais despesas com a saúde do que pessoas que praticam algum esporte ou atividade física, e 93% das companhias mais competitivas dos Estados Unidos da América, já estão desenvolvendo inúmeras aplicações de metodologias voltadas para a saúde e a qualidade de vida no ambiente laboral estimulando os profissionais à prática de atividade física. O exercício laboral, que são atividades físicas praticadas no ambiente de trabalho, melhora a saúde, previne possíveis lesões por esforços repetitivos, “as famosas LER”, e reduz o estresse e o cansaço psicológico.

Muitas organizações praticam culturalmente a premiação, relacionadas ao atingimento e superação de objetivos e apresentação de resultados positivos relacionados a melhoria da própria saúde. Mas, ao contrário do que se imagina, premiar os profissionais por meio de aumentos salariais apenas, não reflete automaticamente no rendimento e na produtividade, podendo assim estimular a competitividade interna sem a devida necessidade e fundamento. Premiações como flexibilização da jornada de trabalho, dias de descanso para que o trabalhador recupere suas energias e invista seu tempo em sua vida pessoal, aproveite seu dia com a família, busque valores realmente importantes para sua vida, normalmente são identificados como benefícios ainda que imensuráveis.

A saúde e o bem-estar dos empregados é algo totalmente subjetivo, cada pessoa tem a sua meta e sabe o que realmente é valido para si. Como já foi mencionado neste texto, o salário já não é mais suficiente enquanto estímulo. Na pirâmide das necessidades de Maslow, a remuneração não é o primeiro fator motivacional e é necessário que os profissionais e a instituição a que pertencem tenham objetivos em comum, precisam funcionar em sistema de real ganha-ganha, como uma boa negociação eficaz, de maneira mútua e transparente, atendendo os objetivos de ambos, para que o profissional sinta-se engajado com seus compromissos e  com os resultados da corporação, e que a organização de responsabiliza também a saúde e qualidade de vida de seus trabalhadores.

Uma vida balanceada de forma ideal é aquela em que as esferas estejam em perfeita sintonia. Tantos os empresários quanto os profissionais que trabalham nas empresas, trabalhadores autônomos ou informais, todos nós estamos buscando a satisfação e felicidade em tudo que fazemos, buscamos alcançar nossas metas pessoais, objetivando um futuro estável, sólido, saudável e harmônico de forma global. Sendo assim, é importante ter a consciência que: a saúde, segurança, harmonia e bem-estar no local onde se vive e se trabalha são apenas alguns dos diversos fatores a serem conquistados e melhorados em nossa incessável trajetória não cartesiana, a qual chamamos de vida. Mas o prazer e o trabalho podem caminhar juntos, só depende de você.

Caso sua empresa ou a empresa que você trabalha não possua nenhum tipo de iniciativa dessa natureza, está aí uma grande oportunidade para você marcar historicamente a linha do tempo dessa companhia. Imagine uma situação criada por você nessa corporação, será sempre lembrada como uma iniciativa sua. E poderá se proliferar e se multiplicar por anos.

Um grande exemplo desse movimento é o GRUPO CENSUPEG, ao qual pertence a Faculdade São Fidélis – FSF, que no site em Joinville pratica ginástica laboral semanalmente com seus colaboradores e estimula a atividade física em todos. Uma vez que a Instituição é referência em educação e Saúde em grande parte do Brasil, não poderia ser diferente essa iniciativa em um de seus sites. O Diretor Geral do grupo, Professor Ms.Sandro Albino Albano, costuma dizer que a confiança se faz a partir do momento que uma das partes tem a iniciativa de confiar na outra, então, que a primeira parte a depositar confiança seja a dele, para não deixar rastros de dúvidas que ele quer sempre o melhor para a relação. Essa reação pode ser empregado x empregador, cliente x fornecedor, líder x liderado, etc. Desde que as duas partes saiam ganhando.

Esse é mais um exemplo que tem como o PRAZER e o TRABALHO caminharem de mãos dadas.

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Graduado em Administração de Empresas pela Universidade Paulista – UNIP de São José dos Campos – SP. (2008). MBA em Gestão Empresarial e Recursos Humanos. Professor de Pós Graduação – GRUPO CENSUPEG em diversos cursos na área de Gestão e Negócios. Coordenador Administrativo na Faculdade São Fidélis. Coordenador do Curso de Bacharelado em Administração, Tecnologia em RH e Tecnologia em Processos Gerenciais da Faculdade São Fidélis.(2016). Professor convidado na Disciplina de Autoconhecimento na Prática Profissional da Faculdade São Fidélis. ( 2015/2). Tem experiência na área de Gestão de Pessoas e RH generalista. Mais de 20 anos em empresas Nacionais e Multinacionais como General Motors do Brasil e Docol Metais Sanitários.

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